quinta-feira, 24 de junho de 2010

Seção Animal: Marley e Eu

     Este final de semana foi seção animal aqui em casa, como não curto Jogo de Futebol a melhor opção foi assistir a bons DVDs. O primeiro foi Marley e Eu, filme fantástico que faz chorar e pensar muito sobre animais. Confere a sinopse e alguns textos extras.

      O filme é baseado no best-seller homônimo escrito por John Grogan. John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) casaram-se recentemente e decidiram começar nova vida em West Palm Beach, na Flórida. Lá eles trabalham em jornais concorrentes, compram um imóvel e enfrentam os desafios de uma vida em conjunto. Indeciso sobre sua capacidade em ser pai, John busca o conselho de seu colega Sebastian (Eric Dane), que sugere que compre um cachorro para a esposa. John aceita a sugestão e adota Marley, um labrador de 5 kg que logo se transforma em um grande cachorro de 45 kg, o que torna a casa deles um caos.

Elenco:
Owen Wilson (John Grogan)
Jennifer Aniston (Jennifer Grogan)
Eric Dane (Sebastian)
Kathleen Turner (Sra. Kornblut)
Alan Arkin (Arnie Klein)
Haley Bennett (Lisa)
Haley Hudson (Debby)
Tom Irwin (Dr. Sherman)
Alec Mapa (Jorge)
Sandy Martin (Lori)
Joyce Van Patten (Sra. Butterly)
Bradley Frishman (Patrick - 10 meses)
Dylan Henry (Patrick - 3 anos)
Nathan Gamble (Patrick - 10 anos)
Benjamin Hyland (Conor - 5 anos)
Finley Jacobsen (Conor - 8 anos)
Lucy Merrian (Colleen - 5 anos)
Bryce Robinson (Patrick - 7 anos)

Ficha técnica:
Título original:Marley & Me
Gênero:Comédia
Duração:02 hs 00 min
Ano de lançamento:2008
Estúdio:Fox 2000 Pictures / Regency Enterprises
Distribuidora:20th Century Fox Film Corporation
Direção: David Frankel
Roteiro:Scott Frank e Don Roos, baseado em livro de John Grogan
Produção:Gil Netter e Karen Rosenfelt
Música:Theodore Shapiro
Fotografia:Florian Ballhaus
Direção de arte:W. Steven Graham
Figurino:Cindy Evans
Edição:Mark Livolsi
Efeitos especiais:LOOK! Effects / At the Post / Lola Visual Effects

Os 10 Mandamentos do Cão
  1. A minha vida deve durar entre 10 e 15 anos. Qualquer separação será muito dolorosa para mim.
  2. Dá-me tempo para que eu possa perceber o que queres de mim.
  3. Tem confiança em mim. É fundamental para o meu bem estar.
  4. Não fiques zangado comigo por muito tempo. Não me prendas em nenhum lugar como punição. Tu tens o teu trabalho, os teus amigos, as tuas diversões. Eu só te tenho a ti.
  5. Fala comigo de vez em quando. Mesmo que eu não entenda as tuas palavras, compreendo muito bem o teu tom de voz e sinto o que estás a dizer-me. Isso ficará gravado em mim para sempre.
  6. Antes de me bateres lembra-te que tenho dentes que podem ferir-te seriamente, mas que nunca vou usá-los em ti.
  7. Antes de me censurares por andar vadio, preguiçoso ou teimoso, pergunta antes se há alguma coisa a incomodar-me- Talvez não esteja a alimentar-me bem. Posso estar constipado. O meu coração pode estar a ficar velho e cansado.
  8. Cuida de mim quando eu for velho. Tu também vais ser.
  9. Não te afastes de mim nos meus momentos difíceis ou dolorosos. Nunca digas "prefiro não ver" ou "faz quando eu não estiver presente".
  10. Tudo é mais fácil para mim se estiveres ao meu lado.

Oração do Cão

Pai Nosso que estais no céu,
Sempre ampare o meu mestre amado.
Para que a sua presença seja sempre o meu refúgio, quando sentir medo e a solidão.
Que a Tua luz Senhor seja a força, para a calma do seu coração,
Não zangando-se comigo, na minha grande empolgação, quando o vejo retornar.
Não permitas que o alimento que sempre me serve, o carinho e o amor que me faz sentir tão feliz,
Ele venha por algum motivo se esquecer de mim.
Perdoe às vezes as suas impaciências,
Assim como eu o perdôo, lambendo-lhe suas mãos.
E fazes Senhor, que a voz do meu mestre, seja sempre um hino de acalento,
Me fazendo descansar profundo, quando deitado aos seus pés.
E se a idade avançada retirar dos meus olhos a luz do dia, ou os meus membros ficarem difíceis nas caminhadas,
Não deixes que meu mestre querido me desampare.
Dai a ele a paciência e o carinho que sempre me foram dedicados.
Para que eu possa levar no meu sono eterno, os agradecimentos,
E as saudades da grande felicidade de ser junto com ele, tão feliz.

O Testamento de um Cão

As minhas posses materiais são poucas e eu deixo tudo para ti...
Uma coleira mordida numa das extremidades, com falta de dois botões, uma desajeitada cama de cão e uma tigela de água com uma fenda.
Deixo-te metade de uma bola de borracha, uma boneca rasgada, que vais encontrar debaixo do frigorífico, um ratinho de borracha sem apito, que está debaixo do fogão e uma porção de ossos enterrados no canteiro de rosas e sob o soalho da minha cama. Além disso, deixo-te memórias que, aliás, são muitas.
Deixo-te a memória de dois enormes olhos castanhos, a memória de uma caudinha curta e espetada, de nariz molhado e de choradeiras atrás da porta.
Deixo-te uma mancha no tapete da sala de estar junto à janela, quando nas tardes de inverno eu me apropriava daquele lugar como se fosse meu e me enrolava como uma bolinha a apanhar sol.
Deixo-te um tapete esfarrapado em frente à tua cadeira favorita, o qual nunca foi arranjado com o tipo de linha certo, essa é a verdade. Mordi-o todinho quando tinha 5 meses, lembras-te?
Deixo-te também a memória da primeira palmada que apanhei e também todo o meu esquecimento.
Deixo-te um esconderijo que fiz no jardim, debaixo dos arbustos perto da varanda da frente, onde eu encontrava asilo durante aqueles dias de verão. Ele, agora deve estar cheio de folhas e, por isso, talvez tenhas dificuldades em encontrar-me. Sinto muito!
Deixo também, e só para ti, o barulho que eu fazia quando corria sobre as folhas de Outubro, quando passeávamos pelo bosque.
Deixo ainda a lembrança de momentos pelas manhãs quando saíamos juntos pela margem do rio e tu me davas aqueles biscoitos de baunilha. Recordo-me das tuas risadas, porque eu não conseguia alcançar aquele coelho impertinente.
Deixo-te como herança a minha devoção, a minha simpatia, o meu apoio quando as coisas não andavam bem, os meus latidos quando levantavas a voz aborrecido... e a minha frustração por ralhares comigo todas as vezes que eu colocava o nariz debaixo da cauda. Eu nunca fui à Igreja e nunca escutei um sermão, no entanto, mesmo sem ter falado sequer uma palavra em toda a minha vida, deixo-te um exemplo de paciência, de amor, de dedicação e compreensão.
A tua vida tem sido muito mais alegre porque eu existi.