sábado, 1 de maio de 2010

Triângulo das Bermudas e o Mar do Diabo

     O Triângulo das Bermudas também conhecido como Triângulo do Diabo é uma área de aproximadamente um milhão de km², situada no Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico e Fort Lauderdale na Flórida. A região notabilizou-se como palco de diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios, para os quais se popularizaram explicações físicas e sobrenaturais.

     O Triângulo das Bermudas fica próximo à costa do Sudeste dos Estados Unidos, no Oceano Atlântico, e suas extremidades atingem as proximidades de Bermuda, Miami, Flórida e San Juan, em Porto Rico. Ele cobre cerca de 1,295 milhão de quilômetros quadrados. A área pode ter recebido esse nome por causa de sua extremidade que fica próxima à Bermuda, que já foi conhecida como a "Ilha dos Demônios". Nas redondezas desse país, há recifes traiçoeiros que encalham barcos que navegam nas proximidades.

      A Corrente do Golfo é uma corrente oceânica que se origina no Golfo do México, e então passa através do Estreito da Flórida, indo ao Atlântico Norte. Em essência, é um rio dentro do oceano, e como um rio, pode e carrega objetos flutuantes. Tem uma velocidade de superfície ao redor de 2,5 m/s (6 mph). A combinação de um intenso tráfego marítimo e o clima instável pode ter feito com que alguns barcos entrassem em tempestades e se perdessem sem deixar pistas, principalmente antes do desenvolvimento das telecomunicações, do radar e dos satélites no final do século XX.

     A primeira obra documentada sobre os desaparecimentos nesta área foi lançada em 1950, por E. V. W. Jones, jornalista da Associated Press, que escreveu algumas matérias sobre desaparecimentos de barcos no triângulo. Jones disse que os desaparecimentos de barcos, aviões e pequenos botes eram "misteriosos". E deu a esta área o nome de "Triângulo do Diabo".

     Em 1952, George X. Sand afirmou em um artigo da Revista do Destino que nesta área aconteciam "estranhos desaparecimentos marinhos". Em 1964, o escritor Vincent Gaddis criou o termo "Triângulo das Bermudas" em um artigo da revista Argosy. Um ano depois publicou o livro Invisible Horizons: True Mysteries of the Sea ("Horizontes Invisíveis: os Verdadeiros Mistérios do Mar"), onde incluía um capítulo chamado "O Mortal Triângulo das Bermudas".

     Mas foram dez anos depois, em 1974, que o mistério tornou-se mito, através de Charles Berlitz e seu livro "O Triângulo das Bermudas", onde ele pegou alguns textos de Gaddis e recopilou alguns casos de desaparecimentos, misturados com fantasia e ficção. Esta publicação se propagou na imprensa, após acharem a cabeça de um homem no mar todos afirmaram que havia coisas sobrenaturais.

     Em 1975, Mary Margaret Fuller, editora da revista "Fate", entrou em contato com a Lloyd, de Londres, para saber as estatísticas de pagamentos de seguros por incidentes que haviam ocorrido dentro dos limites do Triângulo. Ela descobriu que, de acordo com os registros da Lloyd, 428 navios sumiram no mundo todo entre 1955 e 1975, não havendo nenhuma incidência maior de eventos no Triângulo das Bermudas do que no resto do mundo.

     O banco de dados da NTSB (Comissão Nacional de Transportes e Segurança) indica de acordo com Gian J. Quasar que somente umas poucas aeronaves desapareceram sobre a costa da Nova Inglaterra nos últimos 10 anos, enquanto mais de 30 casos desses ocorreram no Triângulo das Bermudas.


     Na cultura popular, especialmente nos Estados Unidos, acredita-se que o Mar do Diabo possa ser junto com o Triângulo das Bermudas, uma área onde barcos e aviões desaparecem sob circunstâncias misteriosas. Os japoneses, por outro lado, não consideram o Mar do Diabo como sendo mais misteriosa ou perigosa do que outras águas costeiras do Japão.

     O Mar do Diabo, também conhecido com Triângulo do Dragão é uma região do Pacífico ao redor da Ilha Miyake, cerca de 100 km ao sul de Tóquio. Um dos lados do triângulo pode estar na ilha de Guam. Apesar de o nome ser usado pelos pescadores japoneses, não aparece nas cartas náuticas.

     O escritor estadunidense de ficção Charles Berlitz escreveu um livro chamado The Dragon's Triangle (O Triângulo do Dragão, 1989). Segundo ele, o Triângulo do Dragão aparece como uma zona perigosa nos mapas japoneses. Também afirma que, nos anos de paz entre 1952 e 1954, o Japão perdeu cinco embarcações militares com um total de tripulação desaparecida que supera 700 pessoas. O governo japonês, a fim de saber o motivo da perda de barcos e pessoas, financiou uma embarcação de investigação tripulada com mais de 100 cientistas, para estudar o Mar do Diabo. Depois, a embarcação desapareceu com todos os cientistas, e o Japão declarou a área como zona perigosa.

     Curiosamente, o Triângulo das Bermudas situa-se diretamente na mesma linha de latitude do triângulo do dragão, 35 graus, levando muitos pesquisadores a acreditar que exista um tipo de túnel que poderia ligar o Triângulo das Bermudas com o Triângulo do Dragão, dando a entender que um dos dois triângulos serve como buraco negro e o outro como um buraco branco.

     O mergulhador britânico Rob Palmer dirigiu um centro de pesquisas sobre buracos azuis, termo utilizado para estes supostos túneis, também conhecido como buraco de minhoca, nas Bahamas durante vários anos. Em julho de 1997, ele não voltou à superfície após um mergulho no Mar Vermelho e foi declarado morto. Algumas pessoas pensam que os buracos azuis podem ter relação ou ser formados por pontes de Einstein-Rosen que acreditam existir na área.

     Existem muitos relatos sobre casos de desaparecimentos nas bermudas, porem a maioria das embarcações são encontradas intactas a deriva e sem vestígios de sua tripulação. A explicação mais comum para este fato foi pirataria, pratica comum na região do Caribe de 1560 a 1760, incluindo famosos piratas como Edward Teach o “Barba Negra”.

     Dentre os famosos mistérios, dois relatos aéreos são o que mais chamam minha atenção; Um Beechcraft Bonanza voa para dentro de uma monstruosa nuvem cúmulo ao largo de Andros, perde o contato pelo rádio e restabelecendo, quatro minutos depois, mas descobre que agora está sobre Miami, com mais vinte e cinco galões de gasolina do que deveria ter para o trajeto.

     Um 727 da National Airlines, desaparece do radar durante dez minutos, tempo em que o piloto informa estar voando através de um leve nevoeiro. Na hora de aterrissar, descobre-se que todos os relógios a bordo e o cronômetro do avião estão atrasados exatamente dez minutos.


    A maioria das explicações racionais para os incidentes no Triângulo das Bermudas, incluindo as fornecidas pela marinha e guarda costeira americana, está relacionada a erros humanos e efeitos ambientais. Como a área é uma das mais usadas por pilotos e marinheiros amadores, há uma probabilidade maior de ocorrerem acidentes e desaparecimentos.

      Muitas outras teorias foram dadas para explicar tais fenômenos; Conspiração forjada para desenvolver reações no mundo da Guerra Fria, mudanças climáticas violentas e inesperadas, trombas d’água, terremotos, maremotos, tempestades, tsunamis, furacões, roda moinhos, atividade vulcânica, anomalia no campo eletromagnético do planeta, flatulência oceânica causada por gás metano, teste de armas, resíduos de cristais de Atlântida, extraterrestres e bestas marinhas.